quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Capitulo 1 - Gênesis

Enfim começa a minha vida, nascido em uma cidade do interior de Minas Gerais, chamada Uberlândia, no hospital santa Catarina, no dia 03 de Junho de 1986, vitima de uma gravidez acidental (afinal nem todo mundo se lembra de tomar anticoncepcional), é trazido ao mundo Rafael T. Ericson Silva, entregue a uma família simples, até a presente data composta pelo pai, Francisco Adalberto da Silva, Cleila Sofia Ericson da Silva mãe amorosa, Otávio Henrrique Ericson da Silva, irmão gênio, e Renato Henrrique Ericson da Silva, irmão "atentado".

Não me recordo muito da minha infância, o pouco que eu lembro são flashs que não posso ao certo confirmar se são reais ou não, confesso que fui uma criança mimada, chorosa e tímida, não gostava de chamar atenção para mim, tão pouco que as pessoas interagissem comigo, tinha fobia de pessoas, meu pai trabalhava para o exército brasileiro, o que fazia com que eu e minha família estivéssemos em constante mudança, o que significava uma vida sem se prender a ninguém, não me recordo de possuir amigos de infância, pequenos fatos que marcaram minha vida, era a imagem de um pequeno garoto brincando sozinho em sua varanda, uma criança um tanto solitária, mas por incrível que pareça uma criança feliz.

em meio as minhas tardes, mundos eram criados, e uma nova gama de imagens se formavam em minha cabeça, minha mãe morria de orgulho de seus três filhos, os três filhos de Francisco!
lembro sempre dela contando para as amigas o quanto os filhos eram espertos, dizia ela:
-O Otávio é o menino mais inteligente de sua sala, com certeza ele é super dotado, e o Renato então, sempre aprontando, o Rafael... você precisa ver, uma gracinha, nunca dá trabalho, sempre bem quieto e obediente.

confesso que me sentia feliz por ser a representação de um garoto comportado.
ao longo do tempo minha personalidade foi mudando, e minhas atitudes começaram a incomodar, frases do tipo: "Ei o gato comeu sua língua", já não pareciam tão divertidas.
cada tentativa de interação, me recolhia cada vez mais em meu mundo, eu sempre agradecia a Deus por cada vez que eu mudava de escola e cidade.

Um comentário:

Aline Bauer disse...

Gosto de uma frase assim: "E depois do começo, o que vier, vai começar a ser o fim...."

E é bem isso mesmo, mais ou menos aquele idéia de que o amanhã não existe, pq ele sera hoje amanhã, e que pra ter um fim só precisa ter um começo... Entendeu? Não? Nem eu...

bejones rafones