Dentre tantas coisas que marcaram minha vida, a que mais me recordo era a de caixas de papelão, em meio aos prantos de minha mãe, por partir da cidade em que criara vínculo, surgia sempre a esperança de encontrar o novo, de um novo mundo desconhecido, pessoas novas, lembro de cada vez meu pai falando a todos que iríamos nos mudar, e que poderíamos recomeçar, sempre era muito trabalhoso, jogar meus objetos nas caixas, ter que escolher qual brinquedo eu levaria, e qual teria que ir no caminhão de mudança, as vezes eu me sentia triste por largar minha casa, mas logo o sentimento era dominado pela expectativa de um lugar melhor, e com pessoas mais agradáveis.
Meu pai pra poupar dinheiro sempre optava por viajar de carro, era um tanto divertido, sempre gostei de viajar de carro.
Estradas, hotéis e restaurantes desconhecidos me levavam a loucura, cada parada era um tema para mais uma de minha histórias sem pé nem cabeça, assim como sempre era muito bom chegar aos novos destinos, tudo novo, vida nova, sim eu poderia ser quem eu quisesse, afinal ninguém me conhecia!
É claro que tudo tem o seu preço, o preço de me mudar, era ter que me adaptar ao estilo de vida local costumes, gosto, sotaque, tudo era novo, e um tanto bizarro em minha concepção.
Mudar de escola era muito sofrido pra mim, ainda me lembro a primeira escola que eu estudei, foi como se cortasse o cordão umbilical entre eu e minha mãe.
era sempre horrível pra mim falar que eu vinha de outra cidade, logo várias crianças curiosas, me cercavam com milhões de perguntas, o que era insuportável pra mim, com o meu pequeno trato social.
Enfim cada cidade uma história, assim foi por Uberlândia, Rio de Janeiro, Manaus, Campo Grande, Brasília, e Curitiba.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Capitulo 1 - Gênesis
Enfim começa a minha vida, nascido em uma cidade do interior de Minas Gerais, chamada Uberlândia, no hospital santa Catarina, no dia 03 de Junho de 1986, vitima de uma gravidez acidental (afinal nem todo mundo se lembra de tomar anticoncepcional), é trazido ao mundo Rafael T. Ericson Silva, entregue a uma família simples, até a presente data composta pelo pai, Francisco Adalberto da Silva, Cleila Sofia Ericson da Silva mãe amorosa, Otávio Henrrique Ericson da Silva, irmão gênio, e Renato Henrrique Ericson da Silva, irmão "atentado".
Não me recordo muito da minha infância, o pouco que eu lembro são flashs que não posso ao certo confirmar se são reais ou não, confesso que fui uma criança mimada, chorosa e tímida, não gostava de chamar atenção para mim, tão pouco que as pessoas interagissem comigo, tinha fobia de pessoas, meu pai trabalhava para o exército brasileiro, o que fazia com que eu e minha família estivéssemos em constante mudança, o que significava uma vida sem se prender a ninguém, não me recordo de possuir amigos de infância, pequenos fatos que marcaram minha vida, era a imagem de um pequeno garoto brincando sozinho em sua varanda, uma criança um tanto solitária, mas por incrível que pareça uma criança feliz.
em meio as minhas tardes, mundos eram criados, e uma nova gama de imagens se formavam em minha cabeça, minha mãe morria de orgulho de seus três filhos, os três filhos de Francisco!
lembro sempre dela contando para as amigas o quanto os filhos eram espertos, dizia ela:
-O Otávio é o menino mais inteligente de sua sala, com certeza ele é super dotado, e o Renato então, sempre aprontando, o Rafael... você precisa ver, uma gracinha, nunca dá trabalho, sempre bem quieto e obediente.
confesso que me sentia feliz por ser a representação de um garoto comportado.
ao longo do tempo minha personalidade foi mudando, e minhas atitudes começaram a incomodar, frases do tipo: "Ei o gato comeu sua língua", já não pareciam tão divertidas.
cada tentativa de interação, me recolhia cada vez mais em meu mundo, eu sempre agradecia a Deus por cada vez que eu mudava de escola e cidade.
Não me recordo muito da minha infância, o pouco que eu lembro são flashs que não posso ao certo confirmar se são reais ou não, confesso que fui uma criança mimada, chorosa e tímida, não gostava de chamar atenção para mim, tão pouco que as pessoas interagissem comigo, tinha fobia de pessoas, meu pai trabalhava para o exército brasileiro, o que fazia com que eu e minha família estivéssemos em constante mudança, o que significava uma vida sem se prender a ninguém, não me recordo de possuir amigos de infância, pequenos fatos que marcaram minha vida, era a imagem de um pequeno garoto brincando sozinho em sua varanda, uma criança um tanto solitária, mas por incrível que pareça uma criança feliz.
em meio as minhas tardes, mundos eram criados, e uma nova gama de imagens se formavam em minha cabeça, minha mãe morria de orgulho de seus três filhos, os três filhos de Francisco!
lembro sempre dela contando para as amigas o quanto os filhos eram espertos, dizia ela:
-O Otávio é o menino mais inteligente de sua sala, com certeza ele é super dotado, e o Renato então, sempre aprontando, o Rafael... você precisa ver, uma gracinha, nunca dá trabalho, sempre bem quieto e obediente.
confesso que me sentia feliz por ser a representação de um garoto comportado.
ao longo do tempo minha personalidade foi mudando, e minhas atitudes começaram a incomodar, frases do tipo: "Ei o gato comeu sua língua", já não pareciam tão divertidas.
cada tentativa de interação, me recolhia cada vez mais em meu mundo, eu sempre agradecia a Deus por cada vez que eu mudava de escola e cidade.
Same old thoughts or Unsettled thoughts?
Tai... resolvi escrever... como uma mera terapia ocupacional, trocando em miúdos, mais uma forma para acabar com o tédio e enganar o ócio.
Sem nenhuma pretensão de ganhar o Pulitzer, vou simplesmente escrever, talvez não para que os outros leiam, mas por mim mesmo, de forma que eu consiga arrumar minhas ideias, sem nenhum contexto, vou escrever sobre mim! "uau! que interessante!" sim sobre mim, fatos da minha vida, meus pensamentos, os mesmos de sempre, e os inconstantes, afinal, dizem que o homem antes de morrer deve escrever um livro, ter filhos, e plantar uma árvore... pois bem... eu não tenho saco pra plantar uma árvore, muito menos moro em uma casa pra tal façanha, ter filhos.. humm olhando pra minha vida agora é algo totalmente fora de cogitação, escrever um livro pode ser, quem sabe uma auto biografia, pra começar basta um computador, e um poco de vontade!
bem vindos a minha auto-biografia.
Sem nenhuma pretensão de ganhar o Pulitzer, vou simplesmente escrever, talvez não para que os outros leiam, mas por mim mesmo, de forma que eu consiga arrumar minhas ideias, sem nenhum contexto, vou escrever sobre mim! "uau! que interessante!" sim sobre mim, fatos da minha vida, meus pensamentos, os mesmos de sempre, e os inconstantes, afinal, dizem que o homem antes de morrer deve escrever um livro, ter filhos, e plantar uma árvore... pois bem... eu não tenho saco pra plantar uma árvore, muito menos moro em uma casa pra tal façanha, ter filhos.. humm olhando pra minha vida agora é algo totalmente fora de cogitação, escrever um livro pode ser, quem sabe uma auto biografia, pra começar basta um computador, e um poco de vontade!
bem vindos a minha auto-biografia.
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