quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Como o vento

Foi um tempo muito feliz o que eu vivi em Manaus, digamos que uma experiência única, foi lá onde descobri várias coisas a respeito do mundo, e mesmo sendo bem novo, aos 8 anos passei a entender melhor as pessoas, tal como a mim mesmo, passei a me interagir muito mais, foi lá que eu passei a ter a minha primeira paixão, como várias outras que viriam anos a frente, essa não foi diferente. 

Sim uma paixão platônica, era engraçado admirar a menina que eu acreditava ter tudo em comum, exceto o fato de eu nem falar com ela, eu ficava ali parado observando ela andar em câmera lenta, enquanto todo o resto do mundo era preto e branco. 

Ela sim tinha cores, foi como se eu descobrisse a roda, mas o ano passou, o tempo passou, e a paixão passou como vento.

Mal eu sabia que mais pra frente outras surgiriam...

Como era de se esperar, meu tempo em Manaus se acabou, e no mudamos para Uberlândia, essa foi a primeira vez que eu chorei por ir embora de um lugar, amigos feitos histórias escritas, e marcas em um coração, ainda jovem, marcas que eu mal sabia que levaria pelo resto da vida.

Enquanto há flores...

e assim surgiu em minha vida a Carol, no meio de um contexto incontestável e uma oportunidade inoportuna, em tons de verde-claro, como seus olhos escuros.
com uma explicação inexplicável, contradizendo tudo que eu havia dito ao meu coração. Assim dessa forma informal, tal como um conto inacabado, perdurará para sempre aquela que me marcou.