quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Nota do autor... ??
portanto alternarei entre fatos passados, e fatos presentes, assim nada fica no esquecimento...
eu acho..
o que eu tava falando mesmo?
ah! sei lá...
=)
sábado, 19 de janeiro de 2008
Estrelinha preta, velha doida, e ônibus desgovernado
A vida em Manaus era bastante divertida, entre a escola, os passeios pela selva amazônica, e as brincadeiras de rua, aprendi a ser criança, e diferente de tudo que eu havia vivido, eu arrumei amigos, aprendi a soltar pipa, correr, e andar de bicicleta, o que pra minha idade acho que foi um tanto tardio, pois eu possuía sete anos de idade e fazia tais coisas, quando as crianças da região já brincavam de médico, não que isso seja uma coisa boa, mas como dito anteriormente, era costume local, estudei em uma escola que eu nunca me esquecerei, onde possuía a professora mais antiética do planeta, seu nome: Tia Auxiliadora lembro-me como se fosse hoje, ela falando aos berros aos alunos, batendo xingado e humilhando... Não sei como eu não denunciei essa mulher, minha educação primária foi na base da porrada, bem estilo BOPE, ou pela minha doce mãe, ou pela minha amável professora, não sei qual era o pior, as palmadas da minha mãe para eu aprender a tabuada, ou os puxões de cabelo da Auxiliadora, para me botar no lugar.
Mesmo sendo um garoto tímido e um tanto calado, parecia que isso provocava a ira na mulher, e ela pegava no meu pé, com insultos e humilhações, ainda lembro da estrelinha preta que ela me deu, falando que eu era o aluno mais burro da turma, e pra ajudar, meu irmão mais velho, o Renato era um anjo na escola... Aprontava tudo que tinha direito, éramos discriminados, até hoje não tenho a menor idéia porquê.
Mas apesar dos pesares, sempre levei tudo numa boa, não ligava de ser taxado o mais burro da sala, afinal, ninguém me entendia, só mesmo eu sabia como era o meu mundo.
Em uma terra de coisas estranhas, não faltavam figuras estranhas, tal era a "Velha Doida", uma figura bizarra que me assustou na infância, era uma mulher idosa que possuía uns cabelos brancos e desgrenhados, que andava pela vila que morávamos, resmungando e falando palavrões, sempre tive medo dela, pois afinal a mulher era louca mesmo, na época não era comum ver mendigos na cidade, ela era a única, toda vez que eu a via, eu sempre me escondia, com medo dela me fazer algum mal, certa vez ela entrou no meu quintal, e roubou as roupas do meu pai no varal, foi até divertido vê-la no outro dia fantasiada de Adalberto.
E em um mundo estranho, também não faltou acontecimento estranho, como por exemplo, o dia em que um ônibus desgovernado entrou no muro de minha casa.
Lá estava eu e meu pai, no quintal, queimando algumas folhas secas, que caiam da enorme mangueira que havia lá em casa, quando de repente...
Bom! Um ônibus atravessa o muro do quintal, parando a poucos metros de meu pai e eu, o mais engraçado, foi a quantidade de gente que apareceu, quase instantaneamente, entre repórteres, e curiosos, o que mais me surpreendeu, foi um bêbado ter morrido, por ter sido quase atropelado por esse ônibus, afinal o ônibus só bateu no muro que casa porque, ele desviara desse bêbado, que caiu e bateu a cabeça no meio-fio, engraçado como a morte sempre dá um jeito de acabar com as pessoas.